Os alunos do 5º Ano participaram do teste de Pensamento Crítico do PAAEB (Programa Adventista de Avaliação da Educação Básica).

A Rede Educacional Adventista está fundamentada no princípio de que “Cada ser humano criado à imagem de Deus, é dotado de certa faculdade própria do Criador – a individualidade – faculdade esta, de pensar e agir. É a obra da verdadeira educação desenvolver essa faculdade e conduzir os jovens para que sejam pensantes e não meros refletores do pensamento de outrem. (…) Em vez de pusilânimes educados, as instituições de ensino poderão produzir homens fortes para pensar e agir, homens que sejam senhores e não escravos das circunstâncias, homens que possuam amplidão de espírito, clareza de pensamento, e coragem nas suas convicções” (Ed, p. 17, 18).

A capacidade de pensamento crítico tem sido uma das áreas de preocupação no desenvolvimento dos alunos, segundo alguns especialistas da área educacional. A preocupação está centrada em como prepará-los melhor para o exercício de sua cidadania diante de uma sociedade que apresenta exigências cada vez mais pontuais, quer no ponto de vista econômico, tecnológico, econômico e social. Tais desafios exigem o uso de capacidades de pensamento crítico, pois estas ajudam os indivíduos na resolução de problemas e na tomada de decisões racionais (Halpern, 1989). Se os alunos não estiverem preparados para pensarem criticamente, correm o risco de se tornarem escravos das ideias, dos valores e da ignorância dos outros, afirma Hughes (2000).

Para medir o nível de pensamento crítico dos alunos do 5ºano da Rede Educacional Adventista, escolheu-se o “Cornell Critical Thinking Test, Level X” de R. H. Ennis e Jason Millman (1985), designado em português por Teste de Pensamento Crítico de Cornell (Nível X). É um teste de tipo geral, de escolha múltipla. Os 76 itens que constituem o teste encontram-se organizados em quatro partes. Na primeira os itens exigem que se julgue se um determinado fato sustenta ou não uma hipótese. Os itens da segunda apelam para o julgamento da credibilidade das observações relatadas com base, quer na origem, quer nas condições segundo as quais são obtidas. Os da terceira parte pretendem medir a capacidade de dedução dos alunos ao avaliarem se determinadas hipóteses podem ser consequência das afirmações feitas. Os da quarta parte envolvem o reconhecimento de suposições ao pedir a identificação do que se toma por certo num argumento e o que serve de base à construção de raciocínios. O teste tem a duração de 2 horas envolvendo a resolução dos itens do caderno e o preenchimento do cartão resposta.